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» » Passaporte de Dirceu revela viagens a paraíso fiscal
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A defesa do ex-ministro José Dirceu entregou à Polícia Federal cópia de seu passaporte que mostra que ele fez 108 viagens a 28 países. Os destinos mais frequentes foram Venezuela e Portugal, com 16 viagens para cada. Na sequência estão EUA (14 vezes) e o paraíso fiscal do Panamá (8).
A maior parte dos deslocamentos ocorreu quando Dirceu já havia deixado a Casa Civil do governo Lula. O passaporte foi entregue pelos advogados do ex-ministro para comprovar que os serviços contratados pelas empreiteiras Galvão Engenharia, OAS e UTC Engenharia – sob suspeita de integrarem cartel na Petrobrás – “foram prestados regularmente pela empresa JD – Assessoria e Consultoria, principalmente em relação àqueles prestados no âmbito internacional”.
A JD Assessoria e Consultoria é do ex-ministro e de um irmão dele. A força-tarefa que investiga esquema de corrupção na Petrobrás suspeita que Dirceu fazia lobby para o cartel de empreiteiras que se instalou na estatal petrolífera para assumir o controle de contratos bilionários.
O lobby seria disfarçado em contratos de consultorias que nunca existiram. Por meio dessa empresa, segundo suspeitam os investigadores da Operação Lava Jato, Dirceu teria recebido valores ilícitos desviados da Petrobrás.
Em 2008, Dirceu abriu uma filial da JD Assessoria e Consultoria Ltda no Panamá. Muitos dos alvos da Lava Jato, como os delatores Pedro Barusco (ex-gerente de Engenharia da Diretoria de Serviços da Petrobrás), Julio Camargo (lobista de empreiteira) , o doleiro Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás) tinham offshores no Panamá para movimentar contas fora do Brasil.
Na terça feira, 17, o empreiteiro Gérson de Mello Almada, vice presidente da Engevix Engenharia – preso desde 14 de novembro de 2014 – afirmou à Justiça Federal que foi procurado por Dirceu. O ex-ministro, segundo ele, lhe ofereceu serviços de lobby em Cuba, no México, no Peru e na África.
Almada afirmou que Dirceu “tinha ótimo relacionamento, abrir as portas, mas não resolvia”. Ele disse que fez duas doações para a campanha de Zeca Dirceu (PT/PR), filho do ex-ministro. A defesa do ex-ministro informou que a JD Assessoria e Consultoria, sediada em São Paulo, atua desde 2006 “assessorando empresas brasileiras e estrangeiras, sobretudo no mercado externo”.
Em 9 anos de atuação, segundo a defesa, a JD Assessoria prestou serviços a mais de 50 empresas no universo de quase 20 setores da economia, como comércio exterior, comunicação, telecomunicações, logística, tecnologia cia informação, construção civil, além de vários ramos da indústria, como a de bebidas, de bens de consumo, farmacêutico e insumos elétricos.
COM A PALAVRA, A DEFESA
A assessoria do ex-ministro José Dirceu negou, em nota à imprensa, que haja relação entre os serviços de consultoria prestados pelo petista e contratos da Petrobrás. Segundo a nota, Dirceu foi contratado pelas construtoras UTC, OAS e Galvão Engenharia para prestar consultoria sobre mercados externos, principalmente América Latina e Europa.
“A relação comercial com as empresas não guarda qualquer relação com contratos na Petrobrás sob investigação na Operação Lava Jato”, diz a nota publicada no blog do ex-ministro. A assessoria informa ainda que o Dirceu está à disposição para prestar esclarecimentos à Justiça.
LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DE JOSÉ DIRCEU
“A JD – Assessoria e Consultoria atuou de 2006 a 2014 prestando assessoria a empresas brasileiras e estrangeiras com foco, sobretudo, em prospecção de negócios no exterior. Foram atendidos cerca de 60 clientes de quase 20 setores diferentes da economia, como Indústrias de bens de consumo, Telecom, Comércio Exterior, Logística, Tecnologia da Informação, Comunicações e Construção Civil.
Do total faturado pela consultoria, 85% foi gasto com o pagamento de despesas fixas e operacionais e recolhimento de impostos. A empresa registrou, em média, lucro mensal de R$ 65 mil. O setor industrial foi o mais atendido pela JD, representando 31,79% do total.
O ex-ministro José Dirceu e a JD Assessoria e Consultoria sempre estiveram à disposição da Justiça e prestaram todos os esclarecimentos solicitados pela 13ª Vara Federal do Paraná no curso da Operação Lava Jato. Conforme já informado à Justiça, a relação comercial da JD com as construtoras investigadas não tem qualquer vínculo com os contratos das empreiteiras com a Petrobras.
Independentemente de não ter nada a temer em relação à transparência da atuação da JD Assessoria e Consultoria, a empresa e seus sócios não podem aceitar a decisão da Justiça de quebra de seus sigilos fiscal e bancário sem respaldo legal. O levantamento do sigilo sobre os autos só torna a decisão de quebra ainda mais grave.
A defesa da consultoria entrou nesta terça-feira (17 de março) com mandado de segurança com pedido de liminar demonstrando que a decisão da juíza Gabriela Hardt de autorizar a quebra dos sigilos fiscal e bancário da consultoria e seus sócios é ilegal por violar direitos à inviolabilidade da intimidade e dos sigilos de dados bancários e fiscais, conforme garante o artigo 5º da Constituição.
A defesa explica que a decisão judicial é ilegal porque os fundamentos legais para ruptura da garantia constitucional (artigo 5º) não estão demonstrados claramente pela juíza ou ainda porque os argumentos apontados em sua decisão não são admitidos pelos tribunais.” fonte/MSN notícias 

Publicado por Jornal OProgresso

As matérias assinadas não expressão a opinião do jornal.
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