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» » » Ator e humorista morreu na madrugada desta sexta, aos 72
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O filho do ator e humorista Orival Pessini, que morreu aos 72 anos na madrugada desta sexta-feira, em São Paulo, vítima de um câncer, disse em entrevista que a morte do pai é uma grande perda para todo mundo. “Como eu nasci em 89, peguei só o final dele na televisão. Mas cheguei a acompanhá-lo em turnês e em programas de televisão. Para mim é gratificante saber que o que ele fazia era prazeroso para outras pessoas e para ele. Perdemos um ídolo”, diz Pedro Pessini, de 27 anos.

Ele conta que fez questão de criar as filhas mostrando a elas a principal criação artística do avô, o personagem Fofão. “Minha filha mais velha, de 9 anos, tem boneco e gosta de assistir os vídeos do avô no Youtube. A do meio adora o Fofão. Toda hora ela pede para ver o vovô, sabe usar o aplicativo do Fofão e até anda com um boneco para cima e para baixo. Só a caçula, de 4 meses, que ainda não o conhece."A família do ator acompanhou de perto a luta dele contra a doença. "Meu pai vinha lutando contra o câncer há 1 ano e 10 meses.

A doença começou no pâncreas, ele fez quimioterapia e a saúde ficou estabilizada, mas apareceu um cisto no fígado e foi detectado que era mais um tumor. Então nós começamos a lutar novamente", relata Pedro.
A mãe de Pedro e ex-mulher de Pessini, Marlene Elisa, conta que a doença foi descoberta durante as gravações do filme Carrossel, e que o ator só terminou o filme porque teve ajuda dos médicos.

"Ele quase foi embora [das gravações], mas pediu para os médicos o ajudarem a terminar o filme. Foi muito bonito. Ele venceu a primeira etapa, fez quimioterapia e fez o filme. Eu assisti às gravações das cenas e ele ia de cadeira de rodas, quando se cansava, deitava na cama com um enfermeiro sempre junto", lembra.
Pedro conta que a família ainda tentou um tratamento alternativo para a doença, mas não teve resultado. "Chegou uma hora em que o tratamento convencional não estava mais fazendo efeito.

Então surgiu a possibilidade de usar um remédio que não era para aquele tipo de tumor, foi nossa cartada final. A gente arcou com o custo e faria tudo de novo para que ele não sofresse mais.”Separados, mas próximos
Apesar dos dois estarem separados há anos, Orival e Marlene eram tão próximos que ela chegou a cuidar dele durante a doença. “Apesar do meu pai e da minha mãe serem separados, eles nunca se afastaram. Ele estava fraco, não comia, sentia falta de ar e quem cuidou dele foi minha mãe. Ele estava na casa dela desde o último sábado. Mesmo separados a relação deles era mais que física, era algo espiritual.”

"Foi uma separação que não funcionou. O nosso casamento durou 30 anos e mesmo depois do divórcio estávamos sempre juntos”, confirma Marlene.
Pedro conta que o estado de saúde do humorista piorou drasticamente nos últimos dias. “Nesta última semana ele estava bastante debilitado e nós o levamos ao hospital. Chegou a passar por um novo tratamento, mas infelizmente não tinha o que fazer. Minha única exigência era que meu pai não sofresse.

Na quinta-feira (13) ele estava bastante cansado. Pediu remédio para poder dormir e, quando foi 4h desta sexta-feira (14), minha mãe me ligou para contar que ele não tinha resistido", lamenta.
O ator será enterrado no Cemitério Gethsêmani, no bairro Morumbi, em São Paulo (SP), às 17h. Infância na roça
Pessini nasceu em Pompeia, na região de Marília, em 6 de agosto de 1944. Ele foi levado ainda bebê para Marília, onde viveu até os sete anos.

Pedro conta que a família do pai era simples e vivia na roça. “A infância do meu pai foi sofrida e, por isso, ele não comentava sempre sobre o passado”, diz. No entanto, o futebol mariliense fazia o ator lembrar das origens. “O que ele gostava bastante era de assistir os jogos de futebol do time de Marília. Aí, sim, ele falava sobre a cidade”, lembra.
Marlene conta que conheceu Orival já em São Paulo, em 1969, quando o ator já tinha o ateliê onde fazia as máscaras de seus personagens.

"O ateliê dele era na rua onde eu morava. Ficávamos nos paquerando à distância porque eu tinha muita vergonha, até que um dia ele jogou um bilhete na porta da minha casa. Eu já sabia que era dele. No bilhete estava escrito 'Linda, aguardo seu telefonema às 15h30'. Mas como eu iria saber o telefone dele se eu nem sabia onde ele morava? Quando nos encontramos cara a cara, ficamos discutindo sobre isso e, na verdade, era outra moça que também o paquerava e ele achava que fosse eu”, conta, aos risos.

Ela lembra com carinho do companheiro de 30 anos. "Com muita dedicação, inteligência e persistência ele conseguiu o que conseguiu. Não existia dificuldade que fazia ele desanimar e foi por isso que eu me apaixonei. Eu o admiro por isso. Ele era apaixonado pelo que fazia. Ele nunca trabalhou para ganhar dinheiro, mas por todo o projeto, ideia e pessoas ao seu redor, que era o que ele tinha de melhor.”
A ex-mulher do humorista conta que seu próximo projeto era criar um "Fofão toy" para as crianças. "Infelizmente ele se sentiu mal e não deu tempo de finalizar", lamenta. Carreira de sucesso
O humorista iniciou a carreira no teatro amador e atuando em comerciais. Estreou na TV em 1963, no infantil “Quem conta um conto”, da TV Tupi. O sucesso viria anos depois, com os personagens Sócrates e Charles, do “Planeta dos Homens” (Globo).

O Fofão foi criado em 1983, para o programa “Balão Mágico” (Globo). O alienígena atrapalhado de enormes bochechas, nascido no planeta fictício “Fofolândia”, tornou-se um dos mais populares personagens infantis dos anos 1980.
Em 1986, migrou para a Rede Bandeirantes, onde estreou um programa inteiramente dedicado ao monstrinho. O “TV Fofão” ficou no ar até 1989.

Antes do fim da atração, criou outro personagem de sucesso, o Patropi, para o programa “Praça Brasil”. Um típico hippie universitário, o personagem tornou famosos bordões como “Sei lá, entende?!” e “Sem crise, meu!”. Como Patropi, participou ainda do “A Praça É Nossa” e “Escolinha do Gugu”, ambos do SBT, “Escolinha do Professor Raimundo” (Globo) e “Escolinha do Barulho” (Record).

No “A Praça É Nossa”, também lançou o locutor Juvenal, conhecido pelo bordão “Numa velocidade...”. Entre seus personagens, está ainda Ranulpho Pereira, um aposentado reclamão que participou de “Uma Escolinha Muito Louca” (Band).
Em 2014, atuou sem máscara na série “Amores Roubados” (Globo), como o padre José. Nos últimos anos da carreira, também se apresentava com o espetáculo “Eles sou eu”, uma síntese dos quase 30 anos de trabalho, na qual revivia alguns de seus principais personagens.
O personagem Fofão foi um dos homenageados pela escola de samba Rosas de Ouro em 2014. "Fico abismado com a reação do público. Fofão fez 30 anos em 2013 e as pessoas querem fazer foto comigo. Hoje em dia participo de eventos para adultos. Pessoas que me viam quando criança", disse Pessini ao G1 antes do desfile. Fonte/G1 - Foto/google

Publicado por Jornal OProgresso

As matérias assinadas não expressão a opinião do jornal.
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