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» » » Coreia do Norte aceita discutir desnuclearização com EUA, diz Sul
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                                   © Reuters Kim-Jong-Un

     O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, disse estar disposto a discutir um processo de desnuclearização com os Estados Unidos (EUA), normalizar a relação entre os países e concordou, ainda, em cessar com testes balísticos e nucleares durante os diálogos com a Coreia do Sul, que devem acontecer no mês que vem.
As informações foram divulgadas na manhã desta terça-feira pela agência de notícias sul-coreana, Yonhap, e pelo chefe de segurança nacional do governo do Sul, Chung Eui-yong, que deu uma entrevista à rede de notícias CNN.
A sugestão, diz a Yonhap, veio do próprio Kim e aconteceu no encontro com uma cúpula do alto escalão do governo do Sul em Pyongyang, capital do Norte, no início desta semana. O líder norte-coreano teria dito, ainda, que um possível processo de desnuclearização seria um pedido de seu pai, Kim Jong-il, antes de morrer em 2011.
A Coreia do Norte ainda não se pronunciou oficialmente sobre o resultado das conversas desta semana. Se essas disposições forem confirmadas, serão uma conquista diplomática impressionante e resultado direto das ações do presidente do Sul, Moon Jae-in, que aproveitou os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang para reaproximar os países.
A visita dessa delegação é a primeira em mais de dez anos e acontece depois da histórica viagem feita em fevereiro ao Sul por Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, para a abertura dos jogos, evento no qual ela convidou Moon a realizar uma cúpula intercoreana em Pyongyang.
O presidente sul-coreano parece ter recebido bem o convite, mas notou que certas condições deveriam ser estabelecidas para que ela se torne realidade. E uma dessas condições seria o reinício das conversas entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte.
Se o encontro entre Kim e Moon acontecer, o mundo estará diante da primeira cúpula intercoreana em mais de uma década, após a realizadas em Pyongyang em 2000 e 2007 entre o falecido líder e pai de Kim Jong-un, Kim Jong-il, e os também ex-presidentes do Sul – ambos liberais, como Moon – Kim Dae-jung e Roh Tae-woo, respectivamente.
A agência de notícias do regime norte-coreano, KCNA, informou que o líder norte-coreano teve uma “conversa sincera” com a delegação de Seul, na qual expressou a “vontade firme de melhorar as relações entre os países” e escrever uma nova história de reunificação.
Ao que tudo indica, esse será o caminho que a Coreia do Norte seguirá daqui em diante. As conversas sinalizam um possível fim para a crise nuclear que os testes balísticos e nucleares conduzidos pelo regime causaram no mundo nos últimos meses e que estremeceu a relação do regime com aliados como China e Rússia, além dos EUA, Japão e Coreia do Sul.
A normalização das relações entre EUA e Coreia do Norte seria um passo importante para a estabilização dos ânimos na península da Coreia. Nos últimos meses, provocações e ofensas foram trocadas entre os líderes dos dois países. Após uma ameaça de Kim ao território americano de Guam, no Pacífico, Trump chegou a dizer que o Norte encontraria“fogo e fúria jamais vistos”, se continuasse a escalar as suas ameaças.
Fonte/MSN Notícias

Publicado por Jornal OProgresso

As matérias assinadas não expressão a opinião do jornal.
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