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» » » » Cigarro eletrônico pode ser tão nocivo quanto o convencional
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                                             Imagem - Reprodução/Pixabay



Levar um cigarro à boca, acendê-lo com isqueiro ou fósforo e tragar a fumaça. O hábito nocivo tem diminuído nos últimos anos, mas, por outro lado, vem ganhando outros contornos. A novidade é o cigarro eletrônico, um dispositivo que converte a nicotina em vapor. A fim de tornar a prática mais atrativa, fabricantes investem em sabores, como menta, morango, cereja, coco, limão, entre outros.
Os cigarros eletrônicos funcionam a bateria e simulam a experiência tradicional de um cigarro comum, mas sem que, necessariamente, o usuário trague a fumaça. Eles se tornaram populares nos últimos dez anos, depois de um período intenso de campanhas antitabagistas.
No mercado americano, por exemplo, desde 2007, o número de fumantes de cigarros eletrônicos chegou a 2,7 milhões. Em 2016, as vendas anuais deste tipo de aparelho chegaram a US$ 2,5 bilhões nos EUA e devem atingir a marca de US$ 50 bilhões globalmente, em 2025. Ainda não há dados sobre a venda do produto no Brasil.
Diário conversou com o funcionário de uma tabacaria de Rio Preto, que preferiu não se identificar. Segundo ele, a procura é alta na cidade. "Muitas pessoas estão querendo parar de fumar e acreditam que o cigarro eletrônico pode ajudar nesse processo", afirma. Ele diz também que os preços variam entre R$ 50 e R$ 1 mil. "Tudo depende da qualidade do produto e da marca", explica.
Mas, diferentemente do que muitos acreditam, o cigarro eletrônico também apresenta riscos à saúde, além da ocorrência de pequenos incêndios devido ao superaquecimento dos aparelhos.
A pneumologista Mariana Bilachi, do Instituto de Moléstias Cardiovasculares, explica as diferenças dos dois tipos de cigarros. "O cigarro eletrônico pode ou não conter nicotina. Ele não tem a combustão do cigarro comum, porém, contém outras substâncias que são cancerígenas", afirma.
A especialista explica que, assim como o cigarro convencional, o dispositivo eletrônico também pode causar problemas de saúde. Segundo ela, o usuário pode ficar viciado, sobretudo quando o cigarro eletrônico é a base de nicotina, uma substância altamente viciante. "De maneira geral, os problemas são semelhantes aos do cigarro normal. O usuário pode desenvolver enfisema pulmonar, quadros de bronquite, câncer de pulmão, entre outros problemas respiratórios", alerta a médica.

Como deixar o vício de lado

Trocar o cigarro convencional pelo eletrônico não é o melhor caminho para abandonar o vício. Segundo a pneumologista, o melhor caminho para parar de fumar é optar por métodos comprovados cientificamente.
"Nós orientamos as medicações para diminuir a ansiedade, um acompanhamento com psicólogo, até mesmo para o paciente conseguir controlar a fissura, mudança de hábitos e, para pacientes que desenvolvem crise de abstinência de nicotina, indicamos o adesivo de nicotina", explica. (Colaborou: João Pinheiro)

Fonte / Diário Web

Publicado por Jornal OProgresso

As matérias assinadas não expressão a opinião do jornal.
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