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» » » MPF pune rádio de Santa Fé por falas homofóbicas
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O Ministério Público Federal (MPF) em Jales recomendou à rádio Santa Fé, 100.5 FM, da cidade de Santa Fé do Sul, que veicule durante sua programação gravações educativas voltadas aos direitos humanos e ao combate à discriminação de grupos homossexuais, pelo prazo de 30 dias.
A medida é uma resposta às afirmações consideradas preconceituosas transmitidas pela emissora no mês de maio durante o programa diário "Bastidores da Notícia", apresentado pelo locutor Edson Ferreira, popularmente conhecido como "Negão".
As ofensas ocorreram em 8 de maio, um dia depois de a TV Globo veicular uma cena de beijo gay na novela "Do outro lado do Paraíso", encenada pelos personagens Cido e Samuel, interpretados pelos atores Rafael Zulu e Eriberto Leão.
De acordo com o MPF, na ocasião, durante os comentários, o locutor fez alusões ao assassinato de homossexuais. "Vai chegar uma hora que nós vai ter que provar que a gente é hétero, vai chegar uma hora que cê vai ter que matar um para falar meu filho não (sic)", afirmou o radialista. O locutor também ofendeu os espectadores que assistiram ao beijo gay mostrado na novela, dizendo que "quem assiste um negócio desse é merda". Na sequência, insultou o ator que participou da cena: "o filha da p..., perdão da palavra, negro, que poderia honrar, honrar o que os negros fizeram por nós, que já morreram por nós, o cara se sujeita a fazer um papel daquele [de homossexual], entende?".
O caso chegou ao MPF depois de uma representação feita pelo Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT. A ONG, do Rio de Janeiro, recebe denúncias sobre casos de discriminação realizados em veículos de comunicação. "É uma questão fundamental produzir uma comunicação que contribua para a cidadania. É fundamental que cada vez mais os programas de televisão, rádio e jornais se preocupem e tenham a responsabilidade social com o que for produzido e divulgado", explicou o coordenador executivo da ONG, Cláudio Nascimento. "Não temos uma proposta de punição, mas sim de educação", concluiu.
O Grupo Arco-Íris foi escolhido pelo MPF para produzir o material educativo a ser veiculado na emissora. O material deverá conferir espaço aos grupos discriminados nos casos relatados. Pela determinação, as inserções de um minuto e meio devem ser transmitidas dez vezes ao dia, pelo prazo de 30 dias.
A Rádio Santa Fé tem o prazo de 45 dias para informar se atenderá a decisão. Ainda não há uma previsão de quando o conteúdo educativo será veiculado. Segundo Nascimento, o roteiro com o material ainda será produzido.
Procurados pelo Diário, os responsáveis pela rádio disseram que iam responder por e-mail, mas não enviaram as respostas até o fechamento desta edição. O locutor não foi encontrado pela reportagem.

Fonte / Diário da Região

Publicado por Jornal OProgresso

As matérias assinadas não expressão a opinião do jornal.
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